Novos
desafios para o vinho O vinho não era mais necessário como parte da dieta diária.
O século XVII assistiu a um breve declínio da indústria do vinho. A
propaganda política e religiosa pouco fez para promover o consumo de vinho para
o prazer. E o vinho também teve que enfrentar um rival: o fornecimento de água
potável, límpida e facilmente disponível para o consumo. O vinho ainda enfrentou outros rivais no século XVII:
bebidas destiladas (incluindo Gin e Brandy), tabaco, cerveja, chocolate, café,
chá, champanhe. Ou o vinho competia com esses rivais ou estava fadado a
desaparecer. No entanto, novos desenvolvimentos ajudaram a indústria do vinho a
manter sua popularidade. A invenção de melhores métodos para a fabricação
de vidro, a rolha e outros acessórios, assim como melhores métodos de produção,
em muito ajudaram o vinho naquele século. Foi um período em que o vinho sofreu muitas mudanças. A Inglaterra não se beneficiou de muitos desses
desenvolvimentos por causa de suas relações políticas com a França. Os
ingleses ficaram sem uma maior fonte de suprimento de vinho, por causa desses
estremecimentos políticos, e tiveram que se voltar para outros lados. E
procuraram Portugal, Holanda e mesmo a África do Sul holandesa, para a importação
de seus vinhos. Quando a Inglaterra tomou a África do Sul, nos começos de
1800, assumiu o controle de um suprimento regular de vinho. Lord Nelson, o
comandante britânico durante as guerras napoleônicas, referiu-se a esta colônia
como uma "imensa taberna". Apesar das relações tumultuadas com os ingleses, a indústria
do vinho francês decolou no século XVIII. Muitas pessoas consideram que esta
foi a época em que o vinho de Bordeaux começou a florescer e ganhar
popularidade. Os comerciantes que freqüentavam Bordeaux vinham de áreas tais
como Holanda, Alemanha, Irlanda, e mesmo Escandinávia. Bordeaux estava apta
para negociar vinho por café e outros produtos do Novo Mundo. Isto ajudou a
reforçar o papel do vinho na nascente indústria do comércio mundial.